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Seminário integrado discute defesa civil, meio ambiente e atendimento pré-hospitalar

29/06/2011

A grande maioria dos municípios amazônicos ainda não tem planejamento de defesa civil. A constatação é do pesquisador Edson da Rocha, coordenador do projeto de Monitoramento Hidrológico da Sudam. A Superintendência sedia o 1º Seminário Amazônico Integrado de Meio Ambiente, Atendimento Pré-hospitalar e Defesa Civil. O evento iniciou na manhã desta quinta-feira, 16, na sede da autarquia e tem como objetivo promover o intercâmbio de conhecimentos e a troca de experiências entre os profissionais que atuam nessas áreas, visando atuação conjunta na prevenção e preparação a desastres. Entre os principais desastres extremos estão as enxurradas, a erosão, a estiagem, as inundações litorâneas, as enchentes e a voçoroca. Segundo Rocha, o projeto de “Monitoramento e Previsão Hidroclimática da Amazônia” em desenvolvimento pela Universidade Federal do Pará com a parceria da Sudam é de fundamental importância, pois prevê a variação climática em um determinado município, auxiliando a prevenção de desastres naturais.


A coordenadora de defesa civil da Sudam, Adelaide Nacif, discorreu sobre a preocupação do Ministério da Integração Nacional em focar a atuação da Secretaria Nacional de Defesa Civil na prevenção desses desastres. “O custo financeiro e humano da prevenção é consideravelmente menor do que a resposta aos eventos (desastres)”, disse Nacif. Na opinião da coordenadora,  a Política Nacional de Defesa Civil editada avançou ao permitir que a sociedade civil possa participar da estrutura e das ações de DC nos estados e municípios. Nesse contexto, os núcleos comunitários de defesa civil (Nudecs), que operam com voluntários de organizações diversas como prefeituras, escolas, associações, universidades etc, precisam ser reforçados, uma vez que existem poucos nos municípios. No Brasil, há cerca de três a quatro mim Coordenadorias Municipais de Defesa Civil (Comdecs) criados, mas poucos estão efetivamente operando. 


Uma das formas de atuação da Sudam é na realização de cursos para os Nudecs, considerando que uma vez informados e preparados os agentes passam a ter a capacidade de perceber os problemas e alertar os órgãos de defesa civil. Mas a atuação da Cordec/Sudam não se resume na capacitação de agentes, a instituição também faz a assistência às pessoas atingidas pelos desastes, além de desenvolver o projeto de monitoramento aos eventos. O superintendente da Sudam Djalma Mello participou da abertura do seminário e destacou o papel que a defesa civil da Sudam vem cumprindo como braço do Ministério da Integração Nacional na defesa dos cidadãos da Amazônia. O superintendente também destacou o trabalho do corpo de bombeiros e dos núcleos de defesa civil dos estados e municípios. “É um trabalho conjunto que precisa ser pensado e realizado, de fato, de forma integrada pelo bem do cidadão”, avaliou o superintendente.


A programação do Seminário inclui ainda palestras sobre gestão de desastres, crime ambiental, erosão e possíveis deslizamentos no Pará, atendimento pré-hospitalar entre outros. O seminário termina amanhã com a realização de oficinas sobre os seguintes  temas: uso correto do desfibrilador em atendimento de catástrofe com vítima cardíaca; reciclagem de materiais; método de triagem com múltiplas vítimas de catátrofe e formações de Núcleo Comunitário de Defesa Civil.

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